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	<title>PIB Jequié &#187; Artigos</title>
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	<description>Desde 1901 conscientizando o mundo do evangelho de Jesus Cristo!</description>
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		<title>Música Sacra</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Aug 2009 16:53:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisane Monteiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo traz um pouco sobre como a música sacra se desenvolveu através da história da música desde os tempos da Antiguidade remota até os dias atuais dentro da igreja. Uma forma de enchegarmos os conceitos e preconceitos, reações de civilizações, nações e igreja e a preocupação do estético e perfeito na arte de fazer música para Deus através dos tempos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Um Breve Relato Sobre a Música Sacra </strong></p>
<p align="right">Por Gisane Monteiro</p>
<p><strong><em>Introdução</em></strong></p>
<p>Falando sobre o tema da música sacra nos dias atuais, imagina-se logo a música que é feita nos cultos, a música evangélica tocadas nas rádios, mídia em geral e que acabam sendo cantadas dentro da igreja, e também a música composta há muitos anos atrás, por compositores famosos eruditos para celebrar os cultos e missas na Igreja Católica Universal. Mas pensando melhor e esquadrinhando o assunto a tratar, deve-se começar por sua história, até chegar ao resultado do que esse tema significa em mente e de que forma pode-se resgatar o que tem se perdido do seu contexto.</p>
<p>Em que é preciso pensar quando se diz que uma coisa é sacra? Procurando no dicionário o significado da palavra “sacra”, é encontrado significado como: sagrado (XIMENES, 1954, pág. 836). Então pode-se imaginar, por exemplo, a Bíblia Sagrada, que é referente à coletânea de livros sacros, escritos por homens inspirados por Deus, que é e contém a palavra de Deus, que é sacra, ou sagrada, que no dicionário diz: “relativo à religião ou às coisas divinas, intocáveis, que não deve ser violado” (XIMENES, 1954, pág. 837). A Bíblia fala sobre coisas sagradas se referindo as coisas santas ou santificadas, em Levítico 22.3, quando Deus ordena referente a comer coisas santificadas, e em Números 4.19 quando se refere a tocar em coisas santíssimas. Mas o que significa dizer que uma música é sacra? Quem a santificou?</p>
<p><strong><em>A música sacra na história</em></strong></p>
<p>Desde a antiguidade na história dos povos sempre existiu uma relação muito próxima entre a Música e a Religião. Em alguns livros de história da música é falado em civilizações que utilizavam a música em seus cultos, independente qual religião fosse, dentre eles: os egípcios, babilônicos, chineses, fenícios e persas. Mas quando se fala de música sacra, podemos nos inspirar no povo hebreu, porque sua história está toda relatada na Bíblia, que é o livro histórico dos cristãos, e que nos relata a respeito de como a música era usada nessa época. Entretanto, mais tarde, quando a história não é mais escrita na Bíblia, a música continuou a ser desenvolvida e é relatada em muitos livros de história da música.</p>
<p>Fazendo um apanhado da história da música sacra nesses livros, um professor de História da Música do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) chamado Ruy Wanderley, escreveu artigos em uma antiga revista “Louvor Perene”, que os transformou em um livro chamado: História da Música Sacra (WANDERLEY, 1977). Neste livro ele resume os períodos da História da Música em:</p>
<table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="139" valign="top">
<p align="center"><strong>Período</strong></p>
</td>
<td width="180" valign="top">
<p align="center"><strong>Séculos</strong></p>
</td>
<td width="257" valign="top">
<p align="center"><strong>Principais Compositores</strong></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Antiguidade   remota</td>
<td width="180" valign="top">Até o séc.   6 a.C.</td>
<td width="257" valign="top">Hebreus,   egípcios, etc.</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Antiguidade   clássica</td>
<td width="180" valign="top">Do séc. 6 a.C. até o séc. 4</td>
<td width="257" valign="top">Gregos,   romanos, cristãos primitivos.</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Idade   média</td>
<td width="180" valign="top">Séc. 4 ao   séc. 15</td>
<td width="257" valign="top">Gregório,   Leoninus, Dufay</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Renascença</td>
<td width="180" valign="top">Século 16</td>
<td width="257" valign="top">Lutero,   Palestrina, Orlando di Lasso</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Barroco</td>
<td width="180" valign="top">Século 17   e 18</td>
<td width="257" valign="top">Schütz,   Bach, Vivaldi</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Classicismo</td>
<td width="180" valign="top">Fim do   séc. 18</td>
<td width="257" valign="top">Mozart,   Haydn</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Romantismo</td>
<td width="180" valign="top">Séc. 19</td>
<td width="257" valign="top">Mendelssonhn,   Brahms</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Contemporâneo</td>
<td width="180" valign="top">Séc. 20</td>
<td width="257" valign="top">Stravinsky,   Villa-Lobos</td>
</tr>
<tr>
<td width="139" valign="top">Atual</td>
<td width="180" valign="top">Séc. 21</td>
<td width="257" valign="top">?</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>Antiguidade remota</em></p>
<p>A música que era utilizada nos cultos nos períodos da Antiguidade é relatada em algumas passagens bíblicas como: na saída do povo hebreu do Egito com Moisés, ao atravessarem o Mar Vermelho e cantando cânticos de vitória com a voz de Miriam (Ex. 15.1-18), o cântico de Débora e Baraque (Juízes 5.2-31), música instrumental quando Davi levou a arca para Jerusalém (I Cr. 15.16), na dedicação do templo de Jerusalém com Salomão (2 Cr. 5) entre muitos textos. No Salmo 150 é feita uma relação de muitos instrumentos utilizados e no Novo Testamento também são mencionados os hinos e cânticos espirituais, “da presença de instrumentos de sopro nas festas e do hino que antecedeu a ida de Cristo ao Monte das Oliveiras” (WANDERLEY, 1977, p.1).</p>
<p>Eles utilizavam a música nos cultos com instrumentos musicais, coros, grupos dos Levitas, cantores, e canto congregacional, como é relatado.  Cantavam em coro (MCCOMMON, 1995, p. 28) “Um coro é escolhido para sair cantando um salmo de louvor “vestidos de ornamentos sagrados”, a fim de guiar o exército”. (II Cr. 20.14-22)</p>
<p>“Então toda a congregação adorava, e os cantores cantavam, e os trombeteiros tocavam tudo&#8230;. E o rei Ezequias e os príncipes ordenavam aos levitas que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E eles cantaram louvores com alegria, e se inclinaram e adoraram.” (II Crônicas 29.27-30)</p>
<p>No novo testamento, “Jesus não fez nenhuma crítica ao culto no Templo e ao uso da música” (MCCOMMON, 1995, p. 30) e Paulo encoraja o povo ao uso da música em Efésios 5.19 quando diz: “Falando entre vós em Salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração.” E em Colossenses 3.16 que diz: “A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria; ensinai-vos e admoestai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, louvando a Deus com gratidão em vossos corações.”</p>
<p>Na Bíblia sagrada, segundo Bill H. Ichter, dos 66 livros, 44 referem-se à música. “É significativo observar que a música é mencionada não somente no primeiro livro da Bíblia como também no último. Há na Bíblia 575 referências à música ou ao cântico. Somente Salomão escreveu mil e cinco cânticos”. (MCCOMMON, 1995, p.9)</p>
<p>Pode-se então notar que dentre os versículos mencionados acima, a música era utilizada como: encorajamento para a batalha, canções de vitória, gratidão, louvor e adoração, e também ensino e admoestação.</p>
<p><em>Antiguidade Clássica</em></p>
<p>Nesse período se encontra algumas características importantes na maneira de cantar segundo relata Ruy Wanderley:</p>
<p>“- O canto era sempre em uníssono;</p>
<p>- não havia acompanhamento instrumental algum (os instrumentos foram proibidos por serem considerados profanos e pagãos. O órgão só começou a ser usado no século 7, embora seu uso tenha sido no ocidente, oficializado no século 9;</p>
<p>- somente homens adultos e meninos cantavam (Na Síria as mulheres participavam de algumas antífonas, ao lado das crianças).</p>
<p>- as melodias tinham poucas variações de altura, raramente ultrapassavam a oitava, eram bastante planas;</p>
<p>- os ritmos eram inteiramente dependentes dos textos (latinos ou gregos, conforme o lugar), a melodia acompanhava as acentuações das frases poéticas; às vezes poderia haver várias notas para a mesma sílaba, caracterizando o estilo melismático, em oposição ao silábico (uma nota para cada sílaba) e o salmódico (várias sílabas para a mesma nota).” (WANDERLEY, 1977, p. 2).</p>
<p>Porém essa maneira ficou difícil para a congregação acompanhar, tornando possível somente para coros preparados. Então no século 2, as “Constituições Apostólicas determinaram que um solista entoaria os Salmos e as congregações responderiam apenas com trechos fáceis: Améns, Aleluias, etc.” (WANDERLEY, 1997, p.3). Por esse motivo o canto congregacional se afasta dos cultos por muitos séculos, e os coros bem treinados começam a surgir com monges e clérigos, cantando em coros alternados (canto antifônico), cânones ou alternados com solistas. E a liturgia da igreja começa a ser organizada e São Gregório funda a Primeira escola de música sacra, “Schola Cantorum”, “que preparava líderes que iriam dirigir a música nas várias igrejas. (WANDERLEY, p.3). E a liturgia cristã toma uma forma de culto regular chamada Missa, que era formada de partes fixas chamadas Ordinário, assim destribuídas:</p>
<ol>
<li><strong>Kyrie Eleison</strong>, palavras gregas que significam: “Tem piedade, Senhor”.</li>
<li><strong>Glória in Excelsis</strong>, baseado inicialmente no cântico dos anjos.</li>
<li><strong>Credo</strong>, afirmação de fé do Concílio de Nicéia, em 325.</li>
<li><strong>Sanctus</strong>, baseado em Isaías 6, <strong>Benedictus</strong>, entrada triunfal.</li>
<li><strong>Agnus Dei</strong>, “Cordeiro de Deus”. (WANDERLEY, p.4)</li>
</ol>
<p>Mais tarde os cristãos passaram a cantar em 2 vozes, uma melodia e um</p>
<p>“Discante”, e mais tarde ainda passaram a cantar em 3, 4, 5 e mais vozes, mas sempre sem dissonância, e seu ritmo preferido eram os de compassos ternários, por considerarem perfeitos conforme o exemplo da Trindade.</p>
<p>Nos séculos 12 e 13, a música profana ganha um espaço grande com o aparecimento dos trovadores que cantavam e tocavam músicas baseadas em poesias com letras falando sobre o amor, paixões e romances.</p>
<p><em>Período da Idade Média</em></p>
<p>Nesse período é que na “Missa de Notre Dame”, composta para vozes mistas podem ser encontrados acompanhamentos de instrumentos musicais já adotados pela igreja como: alaúdes, flautas, violas, etc. Mas era proibido cantar em intervalos de 5ª. E poemas são musicados, porém há muita confusão, porque algumas músicas lembravam muito músicas obcenas. Porém, esse período foi de transição para a Renascença.</p>
<p><em>Renascença</em></p>
<p>O período da Renascença foi muito importante na história da música sacra por causa da Reforma Protestante no século 16. Mudanças eclesiásticas foram feitas e, portanto a música também acompanhou essa mudança se caracterizando entre música católica e música protestante.</p>
<p>Isso se deu pelo fato de que Martin Lutero era poeta e também um músico que se preocupava com a música da nova igreja que surgia, então a congregação voltou a participar dos cultos, resgatando o canto congregacional abolido séculos atrás. Além de traduzir a Bíblia para o Alemão, os cantos eram traduzidos também, e de forma mais fácil que os motetos e missas complexas, usando então o estilo coral a quatro vozes, como conhecemos em nossos hinários nos dias de hoje. Os textos dos hinos eram feitos pelo próprio Lutero como conhecemos: “Castelo Forte é nosso Deus” (323 CC) dentre outros, e as melodias eram trazidas de diversas fontes como hinos gregorianos e até canções polulares e que eram hamonizadas. Porém Lutero não desprezou os trabalhos dos compositores para coros e orquestras, e o órgão ganhou força em acompanhamento do canto coral e prelúdios.</p>
<p>Em Concílio de Trento resolveram determinar alguns elementos para orientar a música sacra, como: pureza, clareza, qualidade superior, misticismo e perfeição técnica.</p>
<p><em>Barroco</em></p>
<p>No Período Barroco surgem as formas musicais dramáticas como: Óperas, Oratórios, Cantatas e a Paixão. Explicando cada uma:</p>
<p><strong>Ópera</strong> &gt; uma história fictícia dramática encenada e com conteúdo profano.</p>
<p><strong>Oratório</strong> &gt; era uma produção dramática, sem representação cênica, com uma história bíblica.</p>
<p><strong>Cantata</strong> &gt; podia ser com assunto sacro ou profano, mas sem representação cênica e menor que o oratório.</p>
<p><strong>Paixão</strong> &gt; era uma dramática com os personagens da história da paixão de Cristo, que mais tarde se tornou um oratório.</p>
<p>Vários compositores deixaram músicas deste período, porém os mais importantes e mais conhecidos são: J.S. Bach e G.F. Handel, que viveram no mesmo período, porém em países diferentes. Bach era Luterano e se dedicava aos serviços da igreja na região onde vivia, enquanto Handel viajava bastante.</p>
<p><em>Clássico</em></p>
<p>O Período Clássico foi o menor de todos na história da música, por se tratar de pouco mais de 50 anos de história, porém marcado por uma transição com grande importância. “O termo clássico tem o mesmo sentido dos ideais da Grécia antiga: objetividade, clareza da forma e respeito a determinados princípios estruturais.” (WANDERLEY, p. 21). Alguns historiadores referem-se parte desse período como Rococó para outras artes, porém as principais características musicais desse período são:</p>
<p>- Melodia mais clara e, em geral, na voz superior;</p>
<p>- Estilo homofônico predominante, ou seja, cantados ao mesmo tempo, e harmonia apoiando a melodia, cadências concisas nos finais das músicas.</p>
<p>- Frases musicais mais curtas e mais claras;</p>
<p>- Surgimento da dinâmica moderna: crescendo e decrescendo, etc.</p>
<p>- Instrumentação mais metodizadas, mais cuidado orquestral, combinações sonoras mais rigorosas, como nas orquestras modernas.</p>
<p>- O piano substitui o cravo, o quarteto de cordas é fixado na orquestra, a flauta transversal substitui a flauta-doce, o violoncelo substitui a viola da Gambá na orquestra e Mozart dá atenção ao clarinete em especial.</p>
<p>- Surge a Forma-sonata, que foi a aquisição mais importante da música neste período e que caracterizava a maioria das peças, sejam, duos, trios, quartetos, quintetos, sinfonias, serenatas, etc.</p>
<p>Os principais compositores dessa época foram Mozart, e Haydn que era um mestre-capela e que cuidava da música na igreja.</p>
<p><em>Romântico</em></p>
<p>Dentre outros compositores do período romântico se destaca L. V. Beethoven que nasceu e se formou no período clássico, porém rompe com o espírito formal e “vai dar vazão à tempestade de emoções que há muito queriam liberdade e ser” (WANDERLEY, p.35), se tornando o primeiro romântico da história da música. “Abre, dessa forma, as portas da expressão pessoal emotiva, que desconhece os limites da forma e faz da música um meio de comunicação, verdadeiro sentido da palavra, descrevendo a natureza, homenageando heróis, exaltando a alegria e a fraternidade, e confidenciando aos timbres as paixões, dúvidas, felicidade, desespero, ânsia e tormento.”</p>
<p>Dentre os períodos que se passaram, o romantismo é o mais tem permanecido, com seu individualismo, nacionalismo, exacerbação, da emotividade, cultivo da dor, da tristeza, alegria, etc. A literatura musical, como nos hinários que temos, estão cheios de música romântica, compostas por muitos compositores.</p>
<p><em>A Música sacra no Brasil</em></p>
<p>A música sacra chegou ao Brasil pelos jesuítas que a utilizavam a fim de evangelizar os índios nativos com lições de contar, cantar e tanger. Mas o período mais importante da música no Brasil foi com a chegada do D. João VI que era de família de músicos e apreciava a boa música. Este encontrou o padre José Maurício Garcia, que compôs muitas peças para a música sacra de nosso país. Muito tempo de história mais tarde, temos compositores famosos do Brasil, como Carlos Gomes e Heitor Villa-Lobos que compôs muitas peças sacras. Villa-Lobos influenciado pelo movimento nacionalista, que cultivava o amor à pátria e resgate da música folclórica, apoiou o canto orfeônico nas escolas do país, muito importante para o canto congregacional nas igrejas. Apartir daí, a música sacra com composições locais, com ritmos folclóricos e regionais passam a ser valorizados, assim como seus instrumentos. A música erudita, se torna mais elitizada, dando espaço para a música popular.</p>
<p><em>Nos dias atuais</em></p>
<p>Além disso, a música do século 20 é marcada pelo avanço tecnológico, gravações, a invenção da música eletrônica, a invenção da fita magnética. Muitos instrumentos eletrônicos começaram a tomar espaço, como os sintetizadores, órgãos eletrônicos, violões, guitarras e baixos elétricos, que imitam quase que perfeitamente o instrumento acústico. Porém nas igrejas cristãs, somente no final do século 20 é que foram introduzidas nos cultos de algumas igrejas mais liberais, visto que muitos líderes tratavam a bateria, por exemplo, como um instrumento satânico, como aconteceu com outros instrumentos na antiguidade.</p>
<p>Em igrejas Batistas, por exemplo, foi elaborado um hinário com várias composições de estrangeiros traduzidos para o português, no hinário Cantor Cristão, que mais tarde foram acrescentadas músicas de compositores nacionais, com acordes e melodias nacionais. Os cânticos sempre existiram e eram cantados principalmente por jovens, não sendo permitidos nos cultos tradicionais por muito tempo, por precaução de falsas teologias. Por tal conflito de gerações, uma equipe de professores de seminários, pastores e músicos, elaboraram um novo hinário, com músicas corrigidas em sua teologia e contexto atual, e com músicas e cânticos muito cantados nas igrejas, chamando de Hinário Para o Culto Cristão.</p>
<p>A gravação de discos e fitas começou a existir, e muitos cantores profanos e sacros, que tinham uma condição melhor gravavam seus LPs e se tornavam conhecidos e famosos, e o processo tecnológico cresceu de tal forma, que todos começaram a querer ser famosos e ter sua vida estável através de concursos e festivais de música, e depois com a gravação de CDs. Hoje é muito fácil ser um cantor popular sem muitos recursos ou mesmo sem muito talento, pois a arte se tornou algo relativo. Porém, em meio a tanta música existente em nos dias atuais sendo divulgadas por meio de mídias, e muitas dessas tem entrado nas igrejas e sido cantadas em nossos dias sem muito rigor na sua essência teológica ou até mesmo artística, ou seja, deixado-nos levar pela concepção de que o que é feito pra Deus, se for de bom coração, Ele aceitará. Isto implica em deixar que outros, que não concordam com sua doutrina, lhe ensinem coisas dubiosas muitas vezes.</p>
<p>Pensando dessa forma, pode-se retornar a indagação: o que é a música sacra na atualidade? Que efeito a música evangélica atual tem feito na vida do cristão atual? De que forma essa música sacra deve ser utilizada dentro da igreja para uma melhor eficácia? Que lições se pode tirar da história da música para que haja um maior crescimento do objetivo maior do cristão?</p>
<p>Enfim, este é um tema a ser pensado em grupo tanto por músicos profissionais ou músicos práticos, para que se resgate a música dos valores e objetivos mais sensatos, afim de cumprirmos com o a ordem do nosso Mestre maior que é fazer discípulos, não somente musicais, mas discípulos firmados na palavra de Deus através de uma teologia consciente cantada em nossos hinos e cânticos.</p>
<p><strong>Referências:</strong></p>
<p>McCOMMON, Paul. <strong>A Música na Bíblia</strong>. Tradução de Paulo de Tarso Prado Cunha. Rio de Janeiro, JUERP, 1995.</p>
<p>PAULA, Isidoro Lessa de. <strong>A Música no Crescimento da Igreja</strong>. In: Série Ministério de Música Cristã, Nº 7. Rio de Janeiro, JUERP, 1992.</p>
<p>WANDERLEY, Ruy Carlos Bizarro. <em>História da Música Sacra</em>. São Paulo: Redijo, 1977.</p>
<p>XIMENES, Sérgio. <strong>Minidicionário Ediouro da Língua Portuguesa</strong>. 2ª Edição reformada. São Paulo, Ediouro, 2000.</p>
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		<title>Além da Revolução</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 07:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriano Estevam</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[adoração]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[louvor]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[mundo gospel]]></category>
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		<description><![CDATA[Encontramos um mundo cada vez mais globalizado, cético, desiludido e frustrado com as promessas revolucionárias dos idealistas sociais. Como será possível convencer está geração e as vindouras, de que existe esperança?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um texto para reflexão, e minha intenção aqui não é de dar respostas tão somente, mas sim instigar perguntas.</p>
<p>Estava assistindo televisão um dia destes, e parei num canal evangélico. O apresentador com o seu cabelo blackpower-o-retorno, apresentava os “clipes” musicais. Entre uma música e outra ele falava das novidades da galera gospel, e dos agitos evangélicos do fim de semana, os shows, os últimos “hits”&#8230; Comecei a pensar em como os tempos mudaram em apenas duas décadas.</p>
<p>Quando era um projeto de adolescente que se achava revolucionário, fazia parte de um grupo musical chamado &#8220;Novas Criações&#8221;, ou &#8220;Novas Confusões&#8221;, segundo o hoje  Pastor Samuel Nascimento. Naquela época não se falava ainda em Banda Evangélica, ou muito menos gospel. Existiam os grupos&#8230; ou os conjuntos musicais, dependendo da igreja a que pertenciam. Um dia um dos grupos começou a ensaiar uma música nova. Um &#8220;Negro Spiritual&#8221;, tradicional americano. Depois de alguns dias de ensaio o grupo foi surpreendido por um aviso pastoral: Se eles viessem a cantar aquela música, seriam todos afastados do rol de membros da Igreja. Entendam que naquela época, palmas, bateria, e outros apetrechos tão comuns em nossos cultos hoje em dia eram &#8220;praticas subversivas e profanas&#8221;, coisa do diabo mesmo, segundo os &#8220;mais entendidos&#8221;. Freqüentemente aparecia um pastor ou outra pessoa falando dos &#8220;perigos&#8221; de permitir estas mudanças de ritmo em nossos cultos. Uns traziam literatura, outros umas vitrolas modificadas pra tocar discos de vinil ao contrário, onde espantosamente o diabo falava através das músicas…. mas isto é assunto para conversarmos depois&#8230;</p>
<p>Apesar de toda aquela crença comum, achávamos que não era bem assim. Não havia sequer respaldo bíblico concreto para tudo aquilo, apenas ranços culturais. E por crer desta forma, saíamos para trabalhar nas mais diferentes estratégias evangelísticas que podíamos imaginar. Nós acreditávamos que o evangelho tinha um inegável cunho revolucionário. É transformação, mudança de mente. É claro que, como bons revolucionários,  nem sempre acertávamos na maneira de executar os nossos &#8220;planos mirabolantes&#8221;, e muito embora, a intenção fosse boa, a execução muitas vezes era péssima&#8230;</p>
<p>Por exemplo, no Carnaval ou Micaretas, em vez de irmos ao retiro passamos a ficar acampados primeiro no Instituto Batista, e depois na Igreja, fazendo evangelismo durante os dias de folia. Fazíamos teatro nas ruas, distribuíamos água de graça, montávamos até um pequeno ambulatório para atender as pessoas, tudo para ter uma chance de conversar com elas, e falar de Jesus. Nos primeiros anos, isto era prática subversiva, extremista diziam alguns. Mas voltávamos dos Impactos trazendo gente nova que tinha aceitado a Jesus Cristo ali, durante os trabalhos. Gente com experiências dramáticas de conversão, e sinais verdadeiros de genuína mudança. O que contou muito é que nosso pastor apesar de nos conhecer, acreditava em nós, e nos apoiava. Pouco a pouco, outros foram se juntando e juntando&#8230; e um belo dia, sem brigas, sem contenda, sem divisão, a Igreja em grande número estava lá trabalhando. O que era subversivo, tornou-se comum.</p>
<p>Mas hoje, quem se lembra dos discos ao contrário ? Quem se lembra das proibições, dos tabus ? Pelo menos dos antigos, poucos. Os anos passaram e fizeram o seu trabalho. Os que condenavam isto ou aquilo se foram. Mas as estratégias revolucionárias também se foram. Hoje não funcionarão mais como funcionavam a 15 ou 20 anos atrás. Precisamos de idéias revolucionárias para os nossos dias, outras mentes, que não se conformem com este mundo. Mas como ser revolucionário nestes dias ? Como estar sempre na vanguarda sem ser ou tornar-se medíocre ? A grande questão é que em geral nos contentamos com meias revoluções, como fizeram a grande maioria dos revolucionários. Queremos mudar isto, sem mudar aquilo, e o evangelho não é lugar de meias mudanças, para serem de fato genuínas elas devem ser integrais. Não podem existir verdadeiras revoluções econômicas, sem revoluções sociais, e como pode existir uma verdadeira revolução social sem uma revolução espiritual?</p>
<p>Onde a igreja não tem chegado? Ou tem chegado de maneira medíocre? O que não foi feito ainda, mas se fosse traria avanço no processo de implantação do reino de Deus na terra? Quais são os campos ainda a serem desbravados? E acredite ainda existem muitos.</p>
<p>Acredito que a Igreja que cumprirá este papel e atingirá as últimas fronteiras, terá esta sensibilidade de arriscar mais e a capacidade de ser mais revolucionária que os revolucionários. Afinal de contas há revolução maior do que ser santo num mundo corrompido?</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Música no Louvor e Adoração</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2008 07:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gisane Monteiro</dc:creator>
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		<category><![CDATA[adoração]]></category>
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		<description><![CDATA[Um excelente texto acerca da importância da música na Bíblia e na liturgia do culto através da história tirando dúvidas importantes com relação ao louvor e a adoração na igreja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira menção bíblica de música e cânticos encontra-se em Gênesis 31:27 e associa-se com a expressão de júbilo. A adoração com cânticos é primeiramente mencionada em Êxodo 15:1-21. Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor, Miriã e todas as mulheres, com pandeiros e danças, responderam ao cântico de Moisés. A escavação do poço em Beer foi celebrada com cânticos (Nm 21: 17, 18 ). Débora e Baraque celebraram sua vitória com cânticos (Jz 5:1-31).</p>
<p>As mulheres de Israel celebraram a vitória de Davi sobre Golias com cânticos (1 Sm 18:6,7).<br />
Quatro mil levitas louvaram ao Senhor com instrumentos quando Salomão foi levantado como rei sobre Israel.</p>
<p>“E os filhos de Israel&#8230; celebraram a festa dos pães asmos sete dias com grande alegria: e os levitas e os sacerdotes louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos fortemente retinintes ao Senhor.” (2 Cr 30:21).</p>
<p>“E disse Davi aos príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores, com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se fizessem ouvir, levantando a voz com alegria”. (1 Cr 15:16).</p>
<p>É obvio que a música e os cânticos são uma parte vital do louvor e adoração a Deus. Isto é retratado em toda a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Hoje em dia ainda é assim. São uma expressão vital, gloriosa e positiva de louvor a Deus.</p>
<p><strong>Satanás e a Música</strong></p>
<p>É também verdade que Satanás usa a música muito eficientemente para alcançar os seus propósitos. Antes de sua queda, Lúcifer era um chefe dos músicos. Ezequiel 28:13 nos diz: “a obra dos teus tambores e de teus pífaros estava em ti: no dia em que foste criado foram preparados.” Lúcifer era um músico mestre. Ele deveria usar este dom para a glória de Deus, mas quando se rebelou contra o Senhor e teve que ser expulso do Céu ele prostituiu este dom e começou a usá-lo para o mal ao invés do bem. Ele tem feito isto muito eficientemente até o dia de hoje.</p>
<p>Foram os descendentes de Caim que inventaram tanto os instrumentos de música como os instrumentos de guerra (Gn 4:21,22).</p>
<p>Quando Moisés voltou do seu encontro com Deus na montanha, ele descobriu que os filhos de Israel haviam se afastado de Deus e voltado à adoração de ídolos. Estavam dançando e cantando ao redor do bezerro de ouro. O som de suas músicas era tão confuso aos ouvidos de Moisés que ele não podia discernir imediatamente o significado daquele som.</p>
<p>Este tipo de música, cheio de confusão, tem a marca registrada de Satanás, pois ele é um enganador. Muitas músicas modernas estão repletas de confusão. Transtornam e perturbam as pessoas.<br />
A música devota, piedosa tem um efeito exatamente oposto. Ela acalma ao invés de confundir. Talvez ela nos motive, mas nunca faz com percamos o controle das nossas emoções. Ela nos fortalece, ao invés de nos enfraquecer.</p>
<p>Nabucodonosor, rei da Babilônia, usava instrumentos musicais de várias espécies para induzir as pessoas a adoração da imagem de ouro que ele havia erigido (Dn 3:5-7).</p>
<p>Herodes sucumbiu à música e dança sedutoras da filha de Herodias e tolamente ordenou a morte de João Batista (Mt 14:6).</p>
<p>A música satanicamente inspirada da Babilônia será finalmente destruída quando a cidade da Babilônia for derribada. O som de sua música não mais será ouvido. (Ap 18:22).</p>
<p><strong>A Música Pode Inspirar a Adoração à Deus</strong></p>
<p>O Espírito Santo também pode usar a música para a glória de Deus e para a edificação das pessoas.<br />
Observe o poderoso efeito terapêutico que a música ungida tinha sobre Saul (1 Sm 16:23). Davi havia sido ungido por Deus (vers.13). Ele era um músico habilidoso, um compositor dotado e um doce cantor. Quando tocava e cantava sob a unção do Espírito, o espírito maligno se retirava de Saul, o qual passava a se sentir renovado e melhor.</p>
<p>Quando Josafá precisou de um profeta numa ocasião de crise nacional, ele chamou Eliseu. O profeta chamou um músico. “E sucedeu que, tangendo o tangedor, veio sobre ele (Eliseu) a mão do Senhor. E disse: Assim diz o Senhor&#8230;” (2 Rs 3:11,15,16). A música obviamente ajudou a criar uma atmosfera e uma disposição para que o dom de profetas operasse.</p>
<p>O rei Davi designou 4.000 homens para que profetizassem com harpas, saltérios e címbalos (1 Cr 25:1).<br />
Foi somente quando Israel estava em cativeiro na Babilônia que eles cessaram de cantar e tocar. A música ungida deles cessou e penduraram suas harpas nos salgueiros (Sl 137).<br />
Quando os seus captores babilônicos os incitavam a que cantassem, replicavam: “Como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?”</p>
<p>Quando o cativeiro deles terminou, após 70 anos, voltaram para casa com cânticos alegres e com risos. Havia louvor em seus lábios (Sl 126:1,2). É somente quando a Igreja está em cativeiro espiritual que a sua música ungida cessa. Quando este cativeiro é rompido e as pessoas novamente se libertam, a música, os cânticos, o louvor e as danças e os risos são todos a elas restaurados.</p>
<p><strong>A Música e os Cânticos no Novo Testamento</strong></p>
<ol>
<li>Os discípulos cantaram hinos juntos. (Mt 26:30; Mc 14:26).</li>
<li>Paulo e Silas cantaram louvores a Deus na prisão (At 16:25).</li>
<li>O Apóstolo Paulo instruiu a Igreja com relação aos cânticos ungidos. Eles deveriam cantar:
<ol>
<li>Salmos (os Salmos musicados).</li>
<li>Hinos (cânticos de louvor a Deus).</li>
<li>Cânticos Espirituais (cânticos espontâneos dados pelo Espírito).</li>
</ol>
</li>
</ol>
<p>Os cânticos da Igreja Primitiva eram louvores ao Senhor. O seu objetivo primário nos cânticos era louvar e engrandecer a Deus. Não cantavam para causarem um impacto ou para entreterem os outros. Os seus cânticos não eram centralizados no homem. Eram dirigidos à Deus, para o Seu prazer somente.<br />
Este tipo de música e cânticos ungidos, dirigidos a Deus com louvor e adoração é muito raro na Igreja hoje. Contudo, Deus está restaurando este ministério ao Seu povo.</p>
<p>Aqui estão algumas sugestões para ajudá-lo introduzir a sua comunidade num ministério de música ungida com louvores a Deus:</p>
<ol>
<li>Comece todas as reuniões com ações de graças e louvores em forma de cânticos. “Entrai por suas portas com ações de graça, e nos seus átrios com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome.” (Sl 100:4)</li>
<li>Peça em oração ao Espírito Santo que o lembre de cânticos ou hinos apropriados. Deus tem um tema ou mensagem para cada culto. Em geral, cânticos apropriados preparam o caminho para o tema ou mensagem.</li>
<li>Não tenha medo de cantar cânticos mais de uma vez, ou ainda, uma parte específica deles pode parecer especialmente ungida ou abençoada.</li>
<li>Exorte as pessoas a realmente “cantarem ao Senhor”. Os hinos são muitas vezes cantados porque é a nossa tradição e costume cantá-lo. Temos porém, um propósito muito mais valioso que este, ou seja, cantar ao Senhor, ou dirigir a nossa atenção para o Céu através de cânticos.</li>
<li>Comece com cânticos de louvor e ações de graças. Permita que as pessoas expressem genuinamente, seus louvores através deles. Os cânticos não são louvores em si mesmos. São meros veículos através dos quais podemos expressar o nosso louvor. É bem possível cantarmos muitos hinos e cânticos sem expressarmos nenhum louvor verdadeiro.</li>
<li>Os cânticos de louvor inspiram as pessoas a adorarem. Em geral começamos com o louvor e em seguida, as pessoas passam progressivamente para os vários níveis do mesmo até que entrem na adoração que é o nível elevado de louvor.</li>
<li>Não “faça correndo” o culto de louvor. Muitos pastores consideram esta parte do culto como uma “preliminar” uma necessidade maçante, porém tradicional. Conceda este tempo para cantar, louvar e adorar. Estes são os atos mais importantes da nossa reunião.</li>
<li>Dê oportunidades para a participação da congregação. Incentive as expressões espontâneas. Alguém pode dirigir a congregação em oração, o que poderá resultar na direção para a reunião. Talvez alguém mais profetize e a exortação venha a fornecer o tema para o resto do culto.</li>
<li>As manifestações do Espírito deveriam ser expressas nos cultos de adoração dos crentes (1 Co 12:8-11). Não “apague” o Espírito (1 Ts 5:19). Incentive a participação e expressão através destes dons espirituais. Contudo o líder designado e ungido deveria em todo o tempo reter a autoridade espiritual sobre o culto.</li>
<li>Todas as coisas deveriam ser feitas para a edificação mútua. Todas as manifestações bíblicas são legítimas e apropriadas, mas tudo que é feito e a maneira com que é feito tem que ser para a edificação de toda a congregação (1 Co 14:26).</li>
<li>Evite “contribuições” que geram confusões. “Deus não é autor de confusão.” (1 C0 14:33). Se o culto começar a ficar confuso, tome a frente e tire-o da confusão. Se necessário, faça uma pausa e explique à congregação o que está acontecendo, esclarecendo assim a situação. Use situações assim para ensinar a maneira certa e errada de se fazer as coisas.</li>
<li>Tudo deveria ser feito para o Senhor e para a glória de Deus. Lembre-se que o alvo de todas as reuniões é glorificar a Deus e edificar os crentes.</li>
<li>Use um livreto de cânticos ou um retroprojetor para que as pessoas possam participar. Não tenha medo de num dado momento, colocar de lado o livreto e a letra dos cânticos e simplesmente adorar ao Senhor de coração.</li>
<li>É claro que há certas “técnicas” para a direção de um culto de cânticos ou de louvor, mas você precisa evitar, com todo o cuidado, tornar-se muito mecânico ou formal. Permita que haja uma liberdade subjacente. Seja flexível. Não insista seguir o programa. Seja sempre flexível às direções do Espírito e esteja disposto a seguí-las. Para uma boa direção de louvor e cânticos é necessário muito mais do que a movimentação dos braços, ainda que isto possa ser feito corretamente. A liberdade de Espírito e a espontaneidade são mais importantes que a precisão técnica.</li>
<li>Procure ficar escondido, para que as pessoas possam “ver a ninguém, senão unicamente a Jesus” (Mt 17 : 8 ). Eu me lembro de uma igreja que pastoreei por muitos anos em Brisbane, Austrália. Na primeira vez que subi ao púlpito, vi algumas palavras entalhadas nele. Elas confrontavam todos que subiam àquele púlpito para falarem, ministrarem. As palavras eram: “Queremos ver a Jesus” (Jo 12:21). Sempre deveríamos ter isto em nossas mentes. As pessoas não vieram para verem ou nos ouvirem. Vieram para ouvirem a Jesus. A nossa tarefa, com a ajuda do Espírito, é abrir o véu, para que todos os olhos possam ver o Senhor e adorar diante d’Ele. E isto deveria ser o objetivo mais importante de todos os servos de Cristo que dirigem cultos de louvor.</li>
</ol>
<address>Não temos idéia de quem escreveu esta matéria, eu a recebí pela internet por e-mail vinda da Associação dos Músicos Evangélicos do Brasil. Se você souber quem é o autor não hesite em nos avisar para que possamos colocar aqui os devidos créditos.</address>
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